Dia dos pais – Tudo aquilo que não foi dito

Olá pessoal!

Em homenagem ao dia dos pais, que está chegando, resolvemos fazer um post especial.

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Eu, Jessica, resolvi abrir um pouco do meu coração para vocês. Então vamos lá!

Sempre fui muito ligada ao meu pai. Ele sempre foi meu melhor amigo e muito protetor. Em 2008, quando eu tinha 17 anos e meu irmão 7, meu pai veio a falecer. Não cabe contar o motivo pois é doloroso, mas digamos que ele foi tirado bruscamente de nossas vidas. Naquele momento, meu mundo paralisou e eu fiquei sem rumo.  Uma família quebrada, meu pai era o pilar que unia todos. Nove anos se passaram e ainda não consigo comemorar o dia dos pais sem ele do meu lado.

Por mais que seja difícil, meu pai sempre foi uma pessoa muito alegre e divertida. Chegava em um lugar sem conhecer ninguém e saía conhecendo a todos. E tenho a certeza de que ele gostaria que seguíssemos nossas vidas e conquistássemos nossos sonhos. Abri minha história para vocês hoje, para fazer uma pequena homenagem neste dia dos pais que se aproxima, mas também para tocar brevemente no assunto do delicado Luto.

Antes de tudo, deixo um recado: Dizer o quanto ama uma pessoa próxima a você, nunca é demais. Não só com relação a pai e mãe, mas familiares em geral, companheiros, amigos. A partir do momento em que você perde uma pessoa próxima, percebe o quanto ela realmente faz falta. Uma de minhas maiores dores quanto a minha perda foi o fato de não conseguir nem me despedir dele e dizer um último “eu te amo pai”. Mas sei que o amei e amo muito e ele sabia disso.

A paternidade é discutida há muito tempo, a imagem do “pai” é generalizada, porém existem diversos “jeitos” de paternidade. Os que moram longe mas estão sempre presentes; os que moram perto mas são ausentes; os que estão sempre ao seu lado, o amigo, o protetor, o autoritário, o brincalhão, o sério, o inteligente, pai de sangue ou de coração. O que trabalha muito para poder suprir as necessidades e dar um futuro bom aos filhos, mas que às vezes acaba esquecendo do mais importante: o amor e atenção que precisam dar. É o que acontece no livro que vamos descrever.

Dentre tantas histórias que me identifico em relação a pais e filhos, este livro me chamou muita atenção. Não pela relação de pai e filha no livro (que não se dão bem), mas justamente pela evolução de sentimentos e pelo andamento da história, lições e crescimento dos personagens.

“Tudo aquilo que não foi dito” foi lançado em 2011 e, de alguma forma me transmitiu calma. O livro de Marc Levy conta a história de Julia, uma jovem que está prestes a se casar mas recebe uma notícia: seu pai Anthony morreu. Julia nunca teve uma boa relação com o pai, que era autoritário e ausente. Logo que teve oportunidade foi embora de casa para viver sua vida. Desde então passou a ter pouco contato com ele. Julia é forçada a adiar seu casamento para enterrar o pai, o que a deixa furiosa e a fez pensar que até mesmo morto o pai atrapalhava sua vida. 

No dia seguinte ao funeral, ao acordar, Julia se depara com um grande pacote em sua sala e ao abrir, se assusta com o que vê. Refletindo ao escrever este post, decidi não contar o que ela encontra na caixa pois senão estragaria a surpresa e todo o enredo do livro. Mas, acredite! É surpreendente e envolvente o andamento da história e, o final, te deixa boquiaberto.

Julia vai ter a chance de dizer ao pai (e vice versa) tudo aquilo que não foi dito. Embarca em uma viagem de perdão, autoconhecimento, novas oportunidades e até revive um antigo romance. Aí vem a frase do livro que me fez pensar: “E se o destino desse uma segunda chance, ao lado de uma pessoa especial? Você aceitaria?

Acima de tudo, o livro traz a lição de evolução e aprendizado com as dificuldades de relacionamentos e o que alguns comportamentos significam ou parecem ser. Além, é claro, do luto, de como a personagem lidou com a morte do pai e o mix de sentimentos diante do ocorrido. 

Muitos se perguntam quando perdem alguém muito próximo: o que farei agora? Como vou continuar minha vida? Aprender a lidar com o luto é muito importante e também uma caminhada que precisa de tempo.

Costumamos dizer que o luto passa por 5 etapas:

  • Negação – Quando não conseguimos assimilar o que realmente aconteceu e temos aquela esperança de que tudo não passa de uma brincadeira ou mentira.
  • Raiva – Na busca de um culpado pela grande perda, direcionamos a raiva a pessoas envolvidas na situação. Médicos, familiares, pessoas do convívio ou até, nós mesmos. É por isso que a raiva também se manifesta na sensação de culpa.
  • Negociação – Bem parecido com a negação. Procuramos motivos e soluções para reverter a situação.
  • Depressão – A dor e a tristeza ficam mais fortes, já não há mais como esconder. As sensações de cansaço, desinteresse, desconexão e solidão fazem parte da fase de depressão.
  • Aceitação – A saudade e o “vazio” sempre irão existir, mas a fase de aceitação costuma vir acompanhada de uma sensação de paz. Após a compreensão do acontecimento, é possível enxergar novamente perspectivas para a vida. 

Os relacionamentos familiares nunca são fáceis e precisam de constantes evoluções e compreensão. Talvez uns tenham a história parecida com a minha e que talvez se identifiquem, outros com histórias bem diferentes. Para quem pode, desejem um feliz Dia dos Pais ao seu herói e dê aquele abraço bem forte.

Alguns trechos interessantes do livro:

Não procure se enganar, Julia, não se pode levar a vida com lembranças que se confundem com remorsos. A felicidade precisa de certezas, por menores que sejam.”

“…Por exemplo, se tivesse dito antes, papai você é um canalha e um imbecil que nunca entendeu nada da minha vida, um egoísta que quis moldar minha existência à imagem da sua; um pai como tantos outros, que causava o meu mal dizendo que era para o meu bem, sendo, na verdade, para o seu próprio, eu talvez tivesse entendido. Talvez não perdêssemos tanto tempo e tivéssemos sido amigos. Admita que teria sido bom sermos amigos.” (Pág.148)

“Mesmo ausente, nunca estive longe de você como achou e, mesmo desajeitado e inábil, amo você. Tenho apenas uma coisa a pedir: Que seja feliz. Seu pai.”

Para quem se interessou pelas fases do luto, no  primeiro episódio da quarta temporada do seriado The O.C (Cuidado – Spoilers), há uma cena interessante da personagem Summer. Quando ela vai a um psicólogo e passa pelas 5 fases ao lidar com a morte de Marisa, sua melhor amiga.

O livro é impactante e com certeza vale a leitura. Esperamos que tenham gostado do post. Deixem seu like e comentário.

FELIZ DIA DOS PAIS A TODOS OS PAPAIS!

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Fonte imagens: http://orkuti.org/comunidade.php?com=3198&topico=21450&pag=3

eaigarota.wordpress.com

 

5 Comments »

  1. Jessica, muito agradecida por compartilhar um pouco de sua história conosco.
    Coincidentemente, ou não, hoje faz 35 anos que meu pai faleceu e eu também tinha 17 anos naquela época. Data muito próxima do “Dia dos Pais” e tão dolorosamente comemorada pela família que se reunia, sentindo no calor da proximidade a presença da ausência daquele que nos é tão precioso. Somente assim, juntos, compreendendo a dor um do outro, nos consolávamos por tão grande perda. Com o passar do tempo a dor foi diminuindo e ficando cada vez mais evidente a gratidão por termos tido a felicidade de viver juntinho dele por um período de nossas vidas. Hoje, lembrando com imenso carinho de cada gesto de meu pai, cada olhar e particularmente da gargalhada gostosíssima que deixou em mim a saudade maior, lendo sua história quis também compartilhar a minha. Como compreendo você… Sim, a saudade e o “vazio” deixado por quem vai na frente estarão sempre presentes, mas acredite, onde quer que eles estejam, eles continuam recebendo nosso amor e nos amando como sempre. O tempo que temos para conviver, compartilhando amor, é sempre muito pouco quando se trata de entender a vida como sendo o período que se dá entre o nascimento e a morte do corpo físico. Vida é mais que isso e nosso elo de ligação uma vez que se manifeste como amor extrapola todo conhecimento científico, torna-se eterno. Gratidão por compartilhar!!!

    Curtido por 1 pessoa

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