Feyre e as dinâmicas de relacionamento

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Olá Pessoal!!

Algum apaixonado por sagas literárias por aí?

O post de hoje será sobre a personagem Feyre, da saga “Corte de Espinhos e Rosas” e, suas dinâmicas de relacionamentos durante os livros. Essa saga é da mesma autora dos livros do “Trono de Vidro”, Sarah J Maas, como todos já puderam perceber somos super fãs da autora, seus livros são cheios de simbolismo e lições maravilhosas.

SOBRE O LIVRO

LIVRO 1 ( Corte de espinhos e rosas)

Em um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.
Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformado em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.
Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas sim Tamlin, um senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

LIVRO 2 (Corte de névoa e fúria)

O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos, após ser ressucitada. Seu coração, no entanto, permanece humano. Feyre é incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril, ao lado de seu futuro marido Tamlin. Porém, após o “aprisionamento” em sua própria casa e distanciamento de Tamlin, Feyre relembra o que passou com Rhys durante o sofrimento com Amarantha e percebe o quanto se sentia segura com ele. Por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

LIVRO 3 (Court of Wings and Ruin)

Após passar um bom tempo com o povo de Rhys, após fugir do “aprisionamento” de Tamlin, Feyre descobre que a corte primaveril não era seu lar e sim ao lado de Rhys e sua família. No terceiro livro da saga (que não chegou ainda ao Brasil), após uma reviravolta, Feyre volta para Corte primaveril, determinada a reunir informações sobre os planos de Tamlin e o rei que está invadindo e ameaçando colocar toda Prythian de joelhos. Mas, para isso ela deve iniciar um jogo mortal cheio de armadilhas e, um deslize pode significar a ruína não só para Feyre, mas para o mundo dela também.
Quando a guerra recai sobre todos eles, Feyre deve decidir em quem confiar entre os deslumbrantes e letais Grã senhores Feéricos e buscar por aliados em lugares inesperados.

HISTÓRIA NO DIVÃ (A PARTIR DE AGORA O TEXTO VAI CONTER SPOILERS)

Como falamos anteriormente, no divã de hoje abordaremos sobre relacionamentos e suas dinâmicas, a partir da história da personagem Feyre. Durante a saga, a jovem se envolve em dois relacionamentos amorosos, um considerado disfuncional e o outro saudável. O objetivo do post de hoje, é encorajar as mulheres a se inspirarem na Feyre, pois o que aconteceu com ela é muito mais comum do que imaginamos.

O livro “Corte de Espinhos e Rosas”  fala sobre a auto estima da Feyre, como ela enfrenta as dificuldades, como vê o mundo e a si mesma.feyre warrior

Feyre é uma garota humana que vive em um mundo cruel. Filha do meio de três irmãs, sua mãe é falecida e seu pai, depois que perdeu toda sua fortuna acabou machucando a perna e ficou impossibilitado de sustentar a família. Feyre assumiu o papel de “provedora”, sendo literalmente a pessoa que provem o alimento por meio da caça, ela precisou deixar seus desejos e vontades de lado para cuidar da família, que foi enfraquecida após a morte da mãe e a perda de todos os bens.

Ela se deixou de lado, parou de estudar, nunca aprendeu a ler e começou a desenvolver outras habilidades para sobreviver. Aprendeu a caçar, vender pele, negociar, acabou virando uma moça de muitos recursos. Porém, se sentia mal e indigna de algo bom, seu sentimento era de solidão e tristeza, por achar que sua família, apesar de tudo que fazia por eles, não a suportavam. Até que sua vida toma um outro rumo, ao ser tirada de casa por Tamlin.

  • Primeira dinâmica de relacionamento colocada na saga – O relacionamento com Tamlin ( High Lord da corte primaveril) :

Quando  Tamlin, um High Lord feérico, a leva embora em troca da vida de seu amigo que ela matou, descobre um novo mundo. Apesar de ter sido levada a força, Feyre vê uma oportunidade, um novo sentido à vida, se sente liberta da vida medíocre em que se encontrava. No início da construção do relacionamento dos dois, Tamlin se mostra cuidadoso  e generoso com ela, faz de tudo para agradá-la e, passa a nutrir um sentimento de amor por Feyre. Ela, acredita estar apaixonada por Tamlin, pois é grata a ele por ter salvo sua vida e dar oportunidades.

Não é incomum as pessoas colocarem a outra em um pedestal,  achar que o amor feyre pintandodaquela pessoa é mais do que merece e que precisa fazer de tudo para agradá-la, como colocar as vontades do cônjuge acima das suas.  Isso é o que Feyre faz com Tamlin, quando ela percebe seu interesse não consegue acreditar, pois nunca imaginou que alguém como ele pudesse amá-la. O desejo de amar e ser amado é forte e muitas vezes traiçoeiro, pois como aconteceu com Feyre, o indivíduo se torna “cego” diante de diversos comportamentos. No caso de Tamlin, o mesmo começa a demonstrar comportamentos agressivos, não só com Feyre, mas também seus servos e amigos. Não permite que a “amada” saia da propriedade, a “aprisiona” dentro de casa e a deixa com o mínimo de informação possível. Além do ciúme excessivo e do fato de apenas a procurar para se satisfazer e ir embora, pois não dormem no mesmo quarto. Muitas mulheres aceitam comportamentos agressivos e ciúmes excessivos de seus companheiros, por acreditar que se trata apenas de um enorme amor e por “entender” que estão sendo cuidadas por eles. A percepção desses comportamentos é importante, pois muitos se mascaram com atitudes amorosas em momentos de “arrependimento”. As mulheres acreditam que após esses pedidos de desculpas, os comportamentos negativos não ocorrerão mais, mas é preciso atenção.

No começo do segundo livro, depois de cumprir os desafios e destruir Amarantha, Feyre começa a perceber todos estes comportamentos de Tamlin, se sente presa, triste, incompreendida e infeliz. Ela volta debaixo da montanha com o “presente” da imortalidade, devido aos poderes de todos os High Lords, mas não sabe controlá-los, nem o que fazer com eles. Tamlin não a aceita da maneira como é agora e a trata como a menina ingênua, fraca e insegura que era. Feyre percebe que merece mais do que passar a eternidade presa na propriedade da corte primaveril, quer usar os poderes que lhe foram dados e se desenvolver de várias maneiras, não apenas aceitar as “migalhas” que Tamlin lhe oferece.

Após não aguentar mais ser sufocada por aquele que pensava seu amor, pede ajuda a Rhysand, High Lord da Corte Noturna. Com quem fez uma barganha no primeiro livro, Rhys a ajuda com os desafios de Amarantha e em troca, Feyre deve passar um mês com ele na Corte Noturna.

  • Segunda dinâmica de relacionamento colocada no livro – o Relacionamento com Rhysand:

Quando passou a viver com Rhysand, Feyre se surpreendeu com seu comportamento.  Rhys era descrito como uma pessoa desprezível, mas com ela se mostrou gentil e delicado, sempre a respeitou em todos os momentos que passou na Corte Noturna. O que também a chama muita atenção, foi a forma como Rhysand trata sua corte, com respeito e amor, diferente de Tamlin, que sempre foi muito agressivo e grosseiro com todos a sua volta, mesmo amando sua corte.

ACOWAR.jpg 2Na Corte Noturna, Feyre pôde se desenvolver, eles a ofereceram ajuda com tudo que desejava, aulas para controlar seus poderes,  para aprender a se defender. Lhe deram armas para que ela pudesse ser quem é agora, a ensinaram a ler, ensinaram sobre a história das cortes e das guerras. Durante esse período, Feyre foi se curando aos poucos dos medos e traumas e percebeu que pode ter padões de relacionamentos baseados em amor e respeito. E o mais importante, a deixaram livre, ajudaram quando precisava, mas ela pode escolher o que queria aprender e fazer.

Chega um ponto no segundo livro, em que ela se percebe apaixonada por Rhys, desenvolve um amor por ele e por toda sua corte e finalmente se sente pertencente a um lugar, pois sempre se sentiu desajustada. Quando  Rhys revela que é seu “parceiro”(a parceria, dentro do contexto do livro,  é uma ligação que acontece quando o homem encontra a mulher da sua vida, a mulher pode aceitar ou não a parceria). Podemos encarar que de maneira simbólica quando ela aceita a “parceria” com Rhys, está terminando o seu processo de ressignificação e finalmente está pronta para aceitar que merece um relacionamento baseado em amor e respeito mútuo, onde os dois tem a liberdade de ser e fazer  o que querem. Esse sentimento fica cada vez mais forte, durante o segundo e o terceiro livro da saga, ela frisa diversas vezes como se sente livre, como o Rhys sempre a da uma escolha.  Se sente completa.

love rhysNo fim do segundo livro, Rhys e Feyre se casam e ele a convida para ser sua High Lady, porque diz que não quer atrás dele (como as esposas dos outros High Lords), mas a quer ao seu lado para governar sua corte. Existe uma passagem no último livro da trilogia, que eles estão indo para a corte dos pesadelos (um local que também faz parte da corte noturna, mas é governado por um tirano que desvaloriza muito a figura feminina) em que Rhys diz a Feyre “You bow to no one”, ou seja, “você não se curva a ninguém”. De maneira simbólica, quer dizer que Feyre não deixa que ninguém “pise” nela e que ela não precisa mais se deixar pisar por ninguém.

Para se ter um relacionamento completo e com respeito, é preciso acima de tudo se aceitar e entender que nada pode te prender, não deixe de fazer o que gosta ou o que deseja. Um relacionamento saudável deve se ter um respeito mútuo, compreensão .

Essa é só uma maneira de entender as várias facetas da Feyre, que é uma personagem muito interessante, assim como todos os personagens dessa saga. Espero que ela possa ajudar a inspirar todos que acreditam que não merecem coisas boas e relacionamentos saudáveis.

Espero que tenham gostado! Deixe seu like e seu comentário!

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